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Divórcio Silencioso

No crepúsculo da cozinha, se sentam à mesa, 

talheres tilintando como ecos de um amor que se foi. 

Olhares perdidos em pratos frios, 

o silêncio cai pesado, mais alto que qualquer grito.

Casados no papel, dividem teto e rotina, 

mas o coração já partiu sem alarde. 

Desconexão lenta, como névoa que invade a alma: palavras mínimas, toques ausentes, 

vidas paralelas em órbitas solitárias.

A indiferença floresce onde outrora havia fogo, projetos comuns murcham como folhas ao outono. 

O divórcio silencioso não berra, apenas sussurra o fim, no vazio entre dois corpos que já não se buscam.

Mas numa noite qualquer, Ana rompe o véu: 

“Ainda nos vemos, de verdade?” 

E no diálogo trêmulo, sincero e claro, 

buscam terapia, palavras guardadas, faíscas antigas.

Se o amor ainda pulsa, com respeito e lealdade, 

fidelidade e romantismo renascidos, 

ele volta mais forte, como casal que se reinventa.

Se já resta só cinza, a alma encontra forças 

para se reerguer, sozinha, ao amanhecer da própria luz.

Pois o silêncio pode ser fim ou ponte: 

o coração, partido ou unido, sempre aprende a voar.


 
 
 

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Você pode continuar carregando essa dor… ou escolher recomeçar com leveza, consciência e amor-próprio.
A escolha é sua.

A jornada começa agora.

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